Passo a passo de como monto meus roteiros de viagem!

Uma das coisas que mais me dá prazer nessa vida é organizar uma viagem (além de fazê-la, claro). Mas eu sinto que essa parte de decidir o que fazer no destino é o que muitas vezes impede as pessoas de viajarem, porque ficam inseguras e acham que não conseguiriam se virar num lugar diferente.

A informação nos empodera, então quanto mais pesquisarmos sobre o destino, mais nos sentiremos seguros e mais aproveitaremos. Conhecer sobre os lugares que visitaremos, também nos faz valorizá-los mais, já que durante o processo acabamos aprendendo sobre a história e algumas curiosidades sobre eles, o que torna tudo ainda mais interessante!

Já fiz um post sobre sites legais para utilizar ao planejar sua viagem, dá uma olhadinha aqui!

Na viagem à Budapeste, anotei passo a passo do que fazia ao montar o roteiro para poder compartilhar aqui. A organização do que fazer no destino começa depois de decidir para onde vou viajar e com as passagens compradas. Normalmente, eu deixo o hotel para reservar depois de ter uma ideia do roteiro, para saber mais ou menos qual a melhor localização em cada cidade.

 

Me avisem se vocês achariam interessante um cronograma sobre a organização geral da viagem (desde o visto, decisão de destino, compra de passagens, até fazer as malas) que eu faço!

 

1º passo: Começando o roteiro

Eu gosto de organizar meus roteiros simplesmente em um documento de Word ou direto no Drive. Eu já testei alguns aplicativos, mas nenhum deles bate muito com o meu processo de criação de roteiro, me sinto um pouco engessada. Por isso, prefiro abrir um documento em branco, começar do zero e formatar do jeito que eu quiser. Outra opção, para quem gosta de ver as coisas de uma maneira mais sistemática, tabelada, é o Excel.

2º passo: Definindo o objetivo da viagem

Definir o que você pretende com a viagem vai ajudar muito na hora de montar o seu roteiro, para que você não fique perdido com a quantidade gigante de atrações que um destino pode oferecer. Por exemplo, diferentes pessoas podem ir para um mesmo destino, mas a primeira tem o objetivo de fazer compras e conhecer somente os pontos mais famosos, já a outra tem a intenção de descansar e experimentar a gastronomia local. Isso faz com que essas duas pessoas, com objetivos diferentes, tenham experiências e conheçam lugares muito distintos em um mesmo destino.

3º passo: Google it!

Pesquisa google Budapeste o que fazer
Pesquisa “Budapeste o que fazer” no Google

A partir daí é que começa a pesquisa incansável sobre o destino. Eu jogo o nome do lugar (cidade, região, país) no Google ou “o que fazer na cidade tal”. De acordo com os resultados já consigo ter uma noção da cidade e dos seus atrativos. Eu abro praticamente todos os links que aparecem na primeira página de busca.

4º passo: Listar os pontos turísticos ou de interesse

Planejar roteiros
Minha listagem dos atrativos turísticos de Budapeste

De acordo com esses sites, listo todos os pontos turísticos lá no documento que eu abri, para depois organizar. Nesse primeiro momento, é só um levantamento do que existe na cidade.

5º passo: Ler um roteiro em um blog de viagens

Leio um blog de viagem para começar a ter uma ideia do que é interessante e de como as atrações podem ser combinadas.

6º passo: Verificar os sites oficiais

Verifico nos sites oficiais de cada atração se elas estão funcionando, quais os dias e horários de funcionamento, os valores e se é possível comprar ingressos antecipadamente, caso haja necessidade. Normalmente eu anoto essas informações ao lado do nome de cada atração na minha lista. Isso vai ajudar na hora de determinar o que fazer em cada dia. Por exemplo, se existe uma feirinha que quero visitar e ela só funciona no sábado, preciso reservar esse dia para a região da feira. Caso eu queira ir em um museu que fecha aos domingos, preciso estar ciente para não chegar lá e dar de cara na porta.

7º passo: Verificar a previsão do tempo

Outra questão importante é a previsão do tempo. Se o tempo está frio e/ou chuvoso eu procuro inserir mais museus, restaurantes, bares no roteiro. Já na primavera e verão, em dias mais bonitos e de temperatura amena, adoro passear pelas ruas e gastar um bom tempo em parques.

Claro que o tempo é um pouco imprevisível de qualquer maneira, então esteja sempre preparado psicologicamente e tenha um plano B caso o tempo vire!

8º passo: Ler outros blogs de viagem e checar no TripAdvisor sobre atrações específicas

Ao mesmo tempo em que leio vários outros blogs, vou organizando a lista de atrações que fiz lá no passo 4, juntando o que esses blogueiros normalmente fazem no mesmo dia. Leio muitos e muitos blogs, principalmente para pegar a impressão das pessoas sobre as atrações, para depois saber o que eu gostaria de visitar e o que não me agradaria e eu poderia deixar de fora.

Também é nessa hora que eu procuro nomes de atrações específicas no Google, ou leio comentários no TripAdvisor sobre elas, caso eu tenha alguma dúvida de como funciona ou se realmente vale a pena a visita.

9º passo: Decidir quais atrações priorizar

Depois dessa ampla pesquisa por blogs e pelo TripAdvisor, eu jogo lá para o final da lista o que decidi deixar de fora.

10º passo: Montar os passeios de cada dia

Trajeto dia Budapeste Maps
Trajeto de um dos dias em Budapeste no Google Maps

Com a lista das atrações que decidi visitar e com a ideia que os blogs me deram do que visitar no mesmo dia, vou jogando tudo no Google Maps para verificar onde elas ficam localizadas e qual a distância de uma para outra, e assim decidir qual vai ser a minha logística. A divisão das atrações por dia está boa do jeito que está ou altero alguma coisa? Como chego do hotel à primeira atração do dia e como volto ao hotel no fim do dia? Como me locomovo de um atração à outra durante o dia, é necessário metrô? Consigo fazer tudo só caminhando?

11º passo: Pesquisar sobre o transporte na cidade

Naturalmente, chega-se ao próximo passo: pesquisar sobre como vai ser a locomoção na cidade. Como pegar metrô, qual o melhor ticket considerando o valor, a quantidade de dias e o quanto precisarei utilizar o transporte público. Existe outro meio de transporte para utilizar? Aluguel de bicicleta, segway, ônibus turístico, tuc tuc, enfim, quais são as opções do destino e quais as vantagens e desvantagens de cada transporte, para que eu possa decidir o que é melhor para mim.

É importante dizer que, por mais que eu sempre entre no site oficial dos lugares, ou nesse caso, da empresa de transporte da cidade, a maneira que eu utilizo para realmente entender como funcionam as coisas na cidade destino é com outros blogs de viagens, onde eu sempre encontro informações detalhadas sobre os lugares. Claro que é necessário muita pesquisa, porque é muito difícil entrar em somente um e estar tão detalhado que você já entende tudo. Além do mais, é importante consultar diversos blogs e sites para assegurar-se de que as coisas são do jeito que são, e nenhuma informação está errada ou antiga.

12º passo: Cuidado com o dia de chegada!

Em seguida, pesquiso sobre o tempo de transporte entre o local de chegada (aeroporto, rodoviária, estação de trem) até o hotel. Sempre coloco de uma a duas horas a mais, porque ao chegar ainda não se conhece nada no lugar, é preciso comprar os tickets do transporte para chegar ao hotel ou para se locomover pela cidade, encontrar onde fica o ponto para pegá-lo, descobrir direções, etc. Além disso, ao chegar ao hotel, há o check-in, entrada no quarto, etc.

Dependendo da distância do lugar onde você chega e do hotel, é importante colocar umas horas a mais no seu roteiro e não agendar nenhuma atração muito próxima ao horário de chegada. Deixe para fazer passeios mais tranquilos, de reconhecimento, caminhadas pelo centro histórico no dia da chegada.

Praticamente o mesmo cuidado precisa ser tomado no último dia de viagem, lembre-se de chegar com atencedência no aeroporto ou rodoviária para evitar estresse e gastos desnecessários.

13º passo: Pesquisar sobre atrações mais específicas

Depois de praticamente pronto o roteiro, eu pesquiso sobre coisas mais específicas que gostaria de conhecer na cidade. No meu caso, são eventos culturais ao ar livre, feirinhas de produtos locais (comida ou artesanato), além de lugares mais frequentados por locais. Você pode procurar também por concertos, óperas, shows e teatros, por exemplo. Dependendo do que eu encontro, acabo dando um jeito de inserir isso no meu roteiro, retirando algo que eu não fazia muita questão ou encaixando.

14º passo: Verificar horários de funcionamento e comprar ingressos antecipados

Para fechar o roteiro, dou uma conferida no que farei em cada dia, se os horários de funcionamento batem e se é necessário comprar algum ingresso antecipadamente. Se for, compro e já envio os tickets para o meu e-mail ou para o Drive para impressão ou para salvar no celular.

15º passo: Deixar tudo disponível para acessar durante a viagem

Roteiro Paris pronto
Meu roteiro basicão de Paris pronto

Com o roteiro pronto, jogo os trajetos a serem percorridos em cada dia no Google Maps e salvo os links. Compartilho o roteiro escrito no Google Drive (se já não escrevi direto no Docs) juntamente com os links dos mapas e baixo para acessar tudo offline. A intenção sempre é ter internet no local, mas vai que ela não funciona, né? Nesse caso, não fico totalmente desamparada e sem saber para onde ir.

16º passo: Verificar qual a moeda e como fazer para trocar

A essa altura do campeonato você já deve ter lido sobre a moeda no destino, mas onde fazer a troca? Eu deixo isso por último, porque aqui na Europa isso é bem simples. Com o nosso cartão bancário conseguimos sacar nos caixas eletrônicos no destino com uma cotação muito boa, e acabamos não precisando nos estressar com cotações de casas de câmbio e sobre a confiabilidade de cada uma.

 

Todo esse processo de criação de roteiro para mim é uma coisa muito natural e muito prazerosa. O segredo é interessar-se pelo lugar para onde você está indo, pesquisar e ler muuuito e em diversos sites sobre ele, para que você se sinta seguro sobre o que visitar e como visitar.

Acredito que quando nos informamos sobre o destino, nos tornamos melhores viajantes, mais conscientes e preocupados com o lugar para onde iremos, o que além de tudo, demonstra respeito pelas pessoas que vivem lá durante o ano todo.

É muito raro um lugar que eu vá que eu não tenha pesquisado antes. Pode acontecer quando viajo com um grupo maior de pessoas que eu não conheço muito bem e prefiro que outra pessoa lidere. Mas na maioria das vezes, mesmo em viagenzinhas de um dia só, eu pesquiso e me preparo. E adoro fazer desse jeito 🙂

Mais alguma dica que eu deixei de fora? Espero ter ajudado você a conseguir organizar sua viagem!

3 Replies to “Passo a passo de como monto meus roteiros de viagem!”

  1. Muito boas as dicas! Também acho super importante planejar tudo bem certinho pra não deixar de visitar nada por ter faltado tempo/planejamento.Vou seguir teu roteiro pra planejar minha próxima viagem!

    1. Que raiva que dá quando descubro alguma coisa legal DEPOIS de ter voltado de viagem, hahaha. Muito melhor se planejar mesmo 🙂 Obrigada, Ana! 😘

  2. Planejar… Ah que trabalhoso… que nada… vc disse bem certo: qto mais detalha, mais se empodera com o local a conhecer e melhor aproveita sua viagem… Amei teu trabalho… Abração…

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