O que fazer em Joinville – 15 dicas de uma local

Neste sábado, dia 9 de março, a cidade de onde eu venho completa 168 anos. Eu posso ser suspeita a falar sobre ela, já que foi em Joinville onde passei a maior parte da minha vida e onde estão a maior parte das pessoas que eu amo. Mas ainda assim, vejo que a maior cidade do estado de Santa Catarina é escolhida como casa por inúmeras pessoas de outras partes do país, que veem ali um local bonito, seguro e com boas oportunidades para construir uma família, devido ao seu poder econômico.

Ainda com alguns traços fortes da cultura europeia, em especial alemã, de onde vieram a maioria dos seus colonizadores, esse mix de costumes com os migrantes de outras partes do Brasil faz com que o seu povo seja considerado acolhedor, simpático, mesmo que ainda mais frio e distante do que em outras partes do país.

Todas essas características me fazem sentir muito orgulho de onde eu venho e querer recordar sobre as atividades que eu adorava fazer enquanto moradora da cidade. Se você estiver pela cidade no final de semana de aniversário, o que acha de aproveitar o que Joinville tem de melhor?

Vista para a Serra Dona Francisca a partir do Mirante do Morro do Boa Vista.

1 – Mirante de Joinville

O mirante no Morro do Boa Vista, reinaugurado no aniversário da cidade há 3 anos, em 2016, é com toda a certeza um dos pontos preferidos de qualquer joinvilense. É possível alcançar o topo a pé ou de ônibus (o ponto de ônibus fica bem no pé do morro), em um trajeto de pouco mais de 2 quilômetros em meio à Mata Atlântica. Uma vez lá em cima, não dá para negar a beleza da cidade, rodeada pelas montanhas da Serra do Mar e pelas águas da Baía da Babitonga.

Melhor pastel do mundo!

2 – Pastel do Rio da Prata

Típico passeio em um dia de sol é ir comer pastel na Lanchonete Rio da Prata (se bem que o pastel de lá vai bem em qualquer clima). Localizada na SC-418, estrada que leva à Campo Alegre, pela Serra Dona Francisca, os pastéis são os mais famosos da cidade pela sua variedade de sabores e porque são sequinhos e deliciosos!

O próprio trajeto até lá já é uma atração, a apenas 20 minutos de carro do centro, a estrada passa por áreas rurais de Joinville até a Lanchonete, que fica bem nos pés da serra. Também vale estender um pouco mais o passeio e ir até o mirante da Serra Dona Francisca, observar um pouco mais a natureza da região.

Café colonial na Delicatesse Viktoria. Foto: Delicatesse Viktoria.

3 – Café Colonial

Uma das coisas que Joinville herdou dos seus primeiros moradores europeus foi a culinária. Herdada e aperfeiçoada! Uma visita à qualquer padaria da cidade é uma tentação. Para poder experimentar tudo e mais um pouco, é só checar um dos vários buffets de café colonial. Típicos em Joinville, os cafés coloniais oferecem uma variedade de pães, salgadinhos, docinhos, bolos, tortas e bebidas, de café a sucos. Você paga um valor pelo buffet livre ou por quilo.

Alguns buffets famosos são o da Doceria São José, Doce de Cuca e Amor e Canela. A minha recomendação é o da Delicatesse Viktoria, que apesar de um pouco mais caro (paguei quase 60 reais em agosto de 2018), considero o melhor! A variedade é grande e tudo é delicioso. As garçonetes vestidas de vestidos bávaros, os Dirndl, completam a experiência.

4 – Banho de Rio

Uma das maiores vantagens de Joinville é a localização: próxima às capitais Florianópolis e Curitiba, mas também com diversas opções de lazer na natureza no seu entorno. No verão, devido ao seu alto índice de umidade, a cidade sofre com as altíssimas temperaturas e sensação térmica. Esse fato faz com que os rios nas áreas rurais sejam um famoso destino nos finais de semana de sol, como partes do Rio Quiriri, do Rio Cubatão e o mais procurado: o Rio Piraí. As águas geladas dos rios até que formam uma boa combinação com os dias de sol em Joinville, não é não?

Cachoeira nos arredores de Joinville (em Campo Alegre, cidade vizinha).

5 – Trilhas

Outra maneira de aproveitar o que a natureza que cerca Joinville tem de melhor é fazendo trilhas. Existem várias opções, trajetos para cada nível de dificuldade e com durações distintas. Trilhas como a do Castelo dos Bugres, Morro da Tromba ou até no Monte Crista, essa última já na cidade vizinha de Garuva, são excelentes alternativas para se exercitar fora da academia, pegando ar fresco, em meio à natureza e conhecendo os lugares lindos nos arredores da cidade.

Mercado Municipal de Joinville. Foto: ANotícia.

6 – Mercado Municipal nos finais de semana

Diferente dos mercados municipais de outras cidades, como Curitiba e São Paulo, que oferecem dezenas de estabelecimentos comerciais aos visitantes, com muitas opções de comidas típicas e produtos da região, o Mercado Municipal de Joinville é muito mais um ponto de encontro para eventos culturais do que local de comércio. Claro que ali que você encontra a peixaria mais tradicional de Joinville, assim como barzinhos com petiscos e cerveja, mas basta uma visita ao mercado às margens do Rio Cachoeira para ver que o foco é outro.

O ponto alto do mercado são os shows nos finais de semana, assim como os eventos comemorados ali, como festas de cervejas artesanais, o Festival de Cucas e o MAJ Sounds. A melhor maneira, portanto, de conhecer ou simplesmente aproveitar o Mercado de Joinville é visitá-lo aos finais de semana, curtir um show e beber uma cerveja sentado nas suas mesinhas de plástico na sombra das árvores.

A cerveja mais famosa de Joinville.

7 – Tomar uma cerveja em uma das cervejarias ou bares da cidade

Falando em beber uma cerveja, Joinville é casa da cervejaria OPA, conhecida em praticamente todo o Brasil. Para experimentá-la é só ir a um dos vários bares e lojas da cervejaria na cidade, comprar seu cartão Opa, carregar com algum valor, escolher seu tipo de chopp ou cerveja preferido nas torneiras, passar e cartão e voilá!

Além das opções clássicas dos Opas da Rua Max Colin, é excelente a experiência de aproveitar o dia no Opa ao lado do Pórtico da cidade, uma estrutura em estilo alemão com um moinho. O local também tem uma vista para a Expoville, parque e local de eventos.

Mas não é só de cerveja OPA que sobrevive o joinvilense. Existem outros bares onde você pode degustar uma infinidade de excelentes cervejas artesanais, como o Bar Renascença e o Mad Dwarf Brew Pub, que, além disso, ainda fabricam as suas próprias cerverjas. Outra recomendação é a Cervejaria Rhein Bier, que produz cerveja no modelo alemão e belga.

Comida alemã em Joinville. Foto: Gastronomia Joinville.

8 – Experimentar comida típica alemã

A força da cultura alemã na cidade também pode ser vista na oferta de restaurantes alemães. Em Joinville você pode experimentar pratos como joelho de porco, spätlze (uma massa, algo entre um nhoque e um macarrão), marreco recheado e hackepeter (patê de carne crua), todas receitas herdadas dos primeiros imigrantes vindos da Alemanha.

O Biergarten, no centro da cidade, oferece um cardápio recheado de bebidas e pratos típicos, e, se você for para a área rural, pode usufruir de restaurantes como os tradicionais Gute Küche, em Pirabeiraba, ou o Grün Wald, no Rio Bonito, ao lado do pórtico que leva à Estrada Bonita (turismo rural).

Estação da Memória. Foto: Estados e capitais do Brasil.

9 – Estação da Memória e Museu das Bicicletas

Um dos prédios históricos mais bonitos e conservados de Joinville é a Estação da Memória, antiga Estação Ferroviária, construída e inaugurada entre 1906 para ligar Joinville a São Francisco do Sul.

Hoje o local é patrimônio arquitetônico nacional tombado pelo IPHAN e conta com um acervo que conta um pouco sobre a história do local, da cidade e da ferrovia. Anexo à estação fica o Museu da Bicicleta, com uma variedade enorme delas, de vários modelos, marcas e épocas.

A entrada para os dois museus é gratuita.

Exposição de Juarez Machado no Instituto. Foto: Instituto Juarez Machado.

10 – Instituto Juarez Machado

Um dos museus que mais vale a pena ser visitado em Joinville, o museu criado pelo consagrado pintor joinvilense Juarez Machado, expõe obras não só do seu idealizador, como também de diversos outros artistas, da região ou conhecidos internacionalmente. O Instituto Juarez Machado foi criado em 2014 na casa onde os pais de Juarez moravam, sua estrutura foi toda renovada, transformando o local em uma combinação de antigo e moderno.

Dica: quem vai visitar o museu de bicicleta não paga a entrada.

Vista da Baía da Babitonga do alto do Mirante.

11 – Baía da Babitonga e passeio no Barco Príncipe

Sabe aquele passeio clássico que todo joinvilense já fez? Então, é o passeio do Barco Príncipe. Percorre a Baía da Babitonga, saindo do bairro Espinheiros, conhecido também pelos seus manguezais, até São Francisco do Sul, a terceira cidade mais antiga do Brasil. A passagem inclui o passeio na baía, passando por várias ilhas, até aportar no píer em São Francisco do Sul por 1 hora e meia, tempo suficiente para conhecer o centro histórico da cidade, que tem as praias preferidas dos moradores de Joinville.

Se você quiser saber mais sobre o passeio, achei o post dos meninos do Esse mundo é nosso incrível e cheio de detalhes.

A região de onde o Barco Príncipe sai, no bairro dos Espinheiros em Joinville, foi renovada a pouco tempo e conta com vários restaurantes de frutos do mar, caso você só queira aproveitar o local e ver o barco de fora.

Apresentação no Festival de Dança de Joinville. Foto: Últimas de Joinville.

12 – Festival de Dança e Escola do Teatro Bolshoi

Se você tiver a oportunidade de visitar a cidade durante as férias escolares, em Julho, faça questão de assistir a uma noite do Festival de Dança de Joinville, considerado o maior do mundo! O evento conta com apresentações de escolas renomadas internacionalmente na Noite de Abertura e apresentação de escolas de todo o mundo nas noites competitivas, que são divididas conforme o estilo de dança. Além disso, para os bailarinos e outros profissionais da dança, são oferecidos cursos e workshops.

A cidade tem uma conexão tão forte com a dança que foi escolhida pela Escola do Teatro Bolshoi da Rússia para receber a sua única filial fora do país. A Escola do Teatro Bolshoi do Brasil funciona na estrutura do Centreventos, mesmo local onde acontece o Festival de Dança, desde 2000. É possível fazer uma visita guiada na escola diariamente às 10h ou 14h30, só é necessário o agendamento por telefone.

Torre do Corpo de Bombeiros de Joinville. Foto: CBVJ.

13 – Museu Nacional dos Bombeiros

Você sabia que o Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville é a mais antiga instituição do gênero em todo o país? Por isso, a organização, criada em 1892, é conhecida Brasil afora. Atualmente, 1.700 pessoas fazem parte da entidade, entre bombeiros mirins, voluntários, efetivos, brigadistas e pessoal de apoio.

No mesmo endereço, existe ainda o Museu Nacional dos Bombeiros. Além de observar o acervo de três mil peças, o visitante ainda pode vivenciar o dia a dia dos bombeiros, como as saídas para ocorrências, já que o museu fica junto ao Corpo de Bombeiros.

Centro histórico de São Francisco do Sul. Foto: Guia do Turismo Brasil.

14 – São Francisco do Sul

Mais uma vantagem da cidade: coladinha em diversas praias! Em menos de uma hora você chega a Balneário Camboriú, Itajaí, Piçarras, Penha, Barra Velha. Mas ser joinvilense mesmo é passar pelo menos uns dias do verão em uma das praias de São Francisco do Sul e nunca perder a esperança na duplicação da BR-280.

As opções de lazer na ilha de São Chico vão desde passear no charmoso centro histórico, passar um tempo na praia da Enseada com a família até pegar umas ondas e curtir o agito da Prainha.

Rua das Palmeiras com o Museu do Imigrante ao fundo. Foto: Juliana Salles.

15 – Rua das Palmeiras e Museu do Imigrante

Apesar de fechado para reforma, eu não poderia deixar de citar a Rua das Palmeiras e o Museu do Imigrante. No coração de Joinville, bem no centro da cidade, a casa onde hoje fica o museu deveria ser morada da Princesa Francisca Carolina e do Príncipe Francisco de Joinville, que receberam as terras da cidade como presente de casamento. Porém, eles nunca chegaram a ir à cidade e nunca moraram na casa. Ainda assim, o local foi todo preparado para recebê-los e, apesar de um tanto pequeno para os padrões da época e da realeza, é bem interessante conferir de perto como uma casa naquela época era, como era a estrutura, com a casa dos senhorios, dos serviçais, o estábulo e garagem para as carruagens.

Joinville é uma cidade grande com cara e costumes de cidade pequena, mas que tem aprendido com os migrantes como ser mais calorosa e receptiva. Cercada de mar e montanhas, é impossível não se apaixonar pela vista da cidade lá do alto do mirante.

Qual seu programa preferido em Joinville?

One Reply to “O que fazer em Joinville – 15 dicas de uma local”

  1. Tiago Alan da Silva says: Responder

    Você já conhece o Recanto Diamante na Estrada Bonita, eu sou um dos administradores e deixo o convite para conhecer nosso espaço. Acesse no Facebook ou Instagram.

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