Roteiro: 4 dias na Islândia (durante o inverno)

Posso começar contando que a ideia inicial dessa viagem era ir à praia? Pois é, pensei em várias ideias para comemorar meu aniversário de 30 anos fugindo do inverno na Europa, mas acabei decidindo aceitar o frio e seguir para um destino onde eu pudesse ver paisagens diferentes, incríveis e, quem sabe, a Aurora Boreal (baita presentão de aniversário).

Como o plano era apenas um final de semana um pouco prolongado, resolvemos viajar de quarta a segunda, mas com os horários dos voos, o nosso roteiro na Islândia se resumiu a 6 dias, sendo que no primeiro já chegaríamos no final da tarde e no sexto voaríamos de volta para casa bem cedinho. Nos restavam 4 dias para aproveitar o país, que apesar de pequeno, tem tanta coisa para ver que acabou deixando aquela vontade gostosa de voltar.

Você pode clicar aqui para baixar a versão resumida do roteiro em pdf, com os links para o Google Maps dos trajetos de cada dia. Eu também já escrevi outro post sobre a minha experiência vendo a Aurora Boreal no país, você pode lê-lo clicando aqui.

Viajamos no final de janeiro e início de fevereiro, bem no inverno, e por isso decidi usar esses quatro dias para aproveitar bem o sul da ilha e Reykjavík, a capital do país. A decisão de não contornar toda a ilha foi acertada, já que no inverno as condições na estrada podem ser um pouco perigosas e cansativas: muito vento, neve e gelo na pista, por exemplo. Sem contar que, exceto na região de Reykjavík, a rodovia é toda simples e mão dupla, então o ideal é dirigir com o máximo de cuidado (o que muitas vezes implica em manter a velocidade bem abaixo da máxima permitida).

Nosso Honda Civic parceiro de estrada.

O que esperar da Islândia

A Islândia é uma ilha com pouco mais de 300 mil habitantes, então espere um país com muita natureza e nenhuma cidade grande. Espere ver paisagens intocadas, muito diferentes, inacreditáveis. Um país que surgiu de erupções vulcânicas no meio do oceano, que tem o solo quente das atividades vulcânicas, mas na superfície tem temperaturas geladas, que fazem com que as montanhas se cubram de neve e as cachoeiras congelem.

A viagem à Islândia é perfeita, principalmente, para quem gosta de viajar de carro. Você acaba dirigindo muito indo de um ponto a outro, e as paisagens vistas do carro são uma das maiores atrações do país.

Chegada

Chegamos no Aeroporto Internacional de Reflavík, trocamos um pouco de dinheiro e pegamos o carro alugado pela RentalCars. A empresa de aluguel era a Ice Rental Cars, que não fica dentro do aeroporto. Um funcionário busca os clientes e leva todos de van até a sede da empresa, que fica a uns 5 minutos dali. Para quem viaja no inverno, eu recomendo pegar um 4×4, você vai ter muito mais segurança ao dirigir nas estradas congeladas do país e vai poder usar estradas que são proibidas para carros normais.

Nesse dia, dirigimos 2 horas e meia até a cidade de Selfoss onde passamos nossa primeira noite, a Guest House Bitra. E isso era tudo que tínhamos planejado para o dia, mas a Aurora Boreal já nos surpreendeu nessa primeira noite; bem tímida, mas apareceu!

Dia 1 – de Selfoss a Höfn

Tempo de estrada: 5h39min

Quilômetros percorridos: 413km

Nascer do sol na praia de areia preta Reynisfjara.

Como o tempo de sol nessa época é das 10h às 17:15, saímos do hotel em torno das 8:30 e dirigimos uma hora e meia até a praia de areia preta em Vík, a Reynisfjara. Mesmo com toda a pesquisa antes de ir, eu não imaginava que a praia seria tão bonita como é. A paisagem é bem diferente do que estamos acostumados, com as formações rochosas à beira-mar, o mar e a areia preta.

Vista de Vík com a igreja Víkurkirkja.

Dali fomos até a igreja Víkurkirkja na cidade de Vík para ter uma vista da praia do alto. O que achei mais legal dessa parada é visualizar como as cidades são pequenas na Islândia. Vík é bem turística, já que tem muitos atrativos, mas a cidade tem apenas 320 habitantes. Mas acredito que essa parada seja mais bonita nos meses mais quentes do ano, quando a grama ao redor da igreja está bem verdinha e florida.

Em seguida, pararíamos nos cânions Fjaðrárgljúfur, mas agora a frustração: a estrada que levava até lá era proibida a carros que não fossem 4×4. E o nosso não era. Mas tudo bem, as paisagens da estrada já estavam valendo a pena e ainda tinha bastante coisa para ver naquele dia.

A próxima parada foi no Vatnajökull National Park, onde pretendíamos ver a cachoeira Svartifoss. O caminho até lá já é incrível, já que é possível ver da estrada as geleiras do parque, de cor bem azul. É impressionante!

Você entra e estaciona no parque e dali você tem várias opções de trilhas e passeios, inclusive caminhadas na geleiras. Ali faça uma trilha leve de uns 30 minutos para ver as cachoeiras de Hundafoss e Svartifoss que, nessa época, deverão estar parcialmente congeladas.

O lago glaciar Jökulsárlon.

Próximo dali, a uns 40 minutos de carro, estão os lagos glaciares de Fjallsárlon e, logo em seguida, Jökulsárlon. O Vatnajökull National Park é uma enorme geleira que está derretendo aos poucos, formando lagos como esses. Por isso, nesses lagos, você vê grandes pedaços de gelo que se soltaram da geleira e estão indo em direção ao mar.

Seguimos mais umas duas horinhas de carro e chegamos a nossa hospedagem na segunda noite, o Höfn HI Hostel, um albergue com instalações bem básicas, exceto pela cozinha super bem equipada. Apesar disso, resolvemos sair para jantar e escolhemos o Kaffi Hornid, um restaurante em uma cabana bem decorada, com um atendimento excelente e uma das melhores refeições que tivemos na Islândia!

Aurora Boreal do alto de um morro em frente ao hostel, em Höfn.

A segunda noite também foi marcada por uma Aurora Boreal impressionante, no céu inteiro, que vimos bem em frente ao nosso hostel. Uma experiência incrível e que deixou Höfn em um lugarzinho especial na memória.

Dia 2 – de Höfn ao Golden Circle

Tempo de estrada: 5h51min

Quilômetros percorridos: 442km

Em torno das 9h, já com as luzes do alvorecer, foi possível ver como Höfn, além de tudo, tem uma localização privilegiada. A cidade fica numa península, então é cercada de água por todos os lados e a vista maravilhosa ainda é repleta de montanhas nevadas.

Os blocos de gelo nas areias da Diamond Beach.

Mas sendo Höfn a nossa parada mais distante de Reykjavík, chegou a hora de fazer o caminho de volta. Dirigimos até a altura dos lagos glaciares, mas dessa vez paramos do outro lado da estrada, na praia. É pela Diamond Beach que os blocos de gelo que descem das geleiras e passam pelos lagos entram no oceano. As areias da praia se misturam com blocos de gelo e na beira do mar ficam estacionados mais alguns pedaços de gelo – e vem daí o nome da praia.

A vista próximo ao Dyrhórlaey.

Saindo dali, em 2 horas e meia chegaríamos na próxima atração, o Dyrhórlaey, uma formação rochosa em arco no mar. Uma estrada leva até um penhasco à beira-mar, de onde é possível ver a Reynisfjara (praia de areia preta) do alto, além de várias dessas formações rochosas, mas ela estava fechada devido à neve, por isso seguimos para outro ponto de observação, que nos deu uma vista bem semelhante e com certeza tão bonita quanto.

Bem perto dali, em mais alguns minutos de estrada, fica o estacionamento para quem quer visitar o Sólheimasandur Plane Wreck, um avião da Marinha dos Estados Unidos que caiu ali em 1973 por ter ficado sem combustível e permanece lá até hoje. Todas as pessoas sobreviveram ao acidente. Como li que do estacionamento até chegar no avião é uma boa caminhada de quase uma hora, decidimos passar essa atração e seguir viagem, já que o clima estava bem frio e ventando.

As casas típicas nos pés da montanha de Eyjafjöll.

No caminho para a cachoeira Skógafoss, é possível observar umas casinhas com telhado de gramado às margens da rodovia. Sugiro dar uma olhada na Drangshlíð, um bom exemplo de antigas casas típicas de fazendeiros islandeses. Não é permitido entrar nas casas, só contemplá-las de fora, mas algumas informações para fazer sua visita mais interessante: grande parte dos islandeses acredita em elfos e existem lendas de que eles tenham morado nessas casas; as casas ficam aos pés das montanhas de Eyjafjöll (lembram da erupção do impronunciável vulcão islandês Eyjafjallajökull em april de 2010, que inclusive fez com que o turismo no país crescesse absurdamente nos últimos anos?). É praticamente impossível reconhecer o vulcão Eyjafjallajökul, já que ele fica no meio de uma cadeia de montanhas.

Céu azul, arco-íris e a Skógafoss.

Depois da rápida parada em Drangshlíð, era hora de surpreender-se com a beleza da cachoeira Skógafoss. A vista no inverno, aos pés da cachoeira, é incrível. Você consegue ver toda a parede por trás dela, coberta de água congelada, parte da queda da água também congelada e ainda fomos presenteados com um céu azul e um arco íris. Impressionante!

A cachoeira Seljalandsfoss.

Já no por do sol, conhecemos as cachoeiras de Seljalandsfoss e Gljúfrabúi, sendo que nessa primeira é possível caminhar por trás das quedas nos meses mais quentes do ano. Durante o inverno, o caminho é muito perigoso, porque tudo em volta fica congelado.

Nos nossos planos, seguiríamos dali direto ao nosso hostel para aquela noite, já no Golden Circle, nossa atração do próximo dia. Mas acabei sendo influenciada digitalmente pela blogueira Vic Ceridono, que estava no país na mesma época que eu, e resolvemos parar no LAVA Centre, um museu sobre vulcões que ficava bem no caminho.

O museu é bem interessante e me fez entender toda a geologia e história da formação do país. No entanto, se você pretende visitar o museu Perlan em Reykjavík, serão informações redundantes. O Perlan explica sobre outras coisas além dos vulcões e é um passeio um pouco mais demorado. Se você quer uma opção para entender um pouco mais o país em uma visita rápida, o LAVA Centre é a melhor opção.

Dia 3 – Golden Circle e Reykjavík

Tempo de estrada: 2h51min

Quilômetros percorridos: 196km

Já que nossa hospedagem na terceira noite, o Ljósafossskóli – Hostel, uma antiga escola transformada em hostel, ficava no Golden Circle, pudemos acordar um pouco mais tarde para ver a primeira atração com o nascer do sol às 10h. A região chamada de Círculo Dourado é a mais turística do país, oferecendo atrações próximas umas das outras e bem diversificadas, como gêiseres, cachoeiras, parques, lagos e vulcões.  

O lago congelado na cratera vulcânica Kerid.

Falando neles, a Islândia tem inúmeros vulcões, mas a maioria deles, inclusive os com maior atividade, são difíceis de serem reconhecidos. São montanhas que, aparentemente, parecem iguais a qualquer outra. Mas no Golden Circle, você pode visitar uma cratera vulcânica daquelas como sempre imaginamos. A Kerid é uma cratera com 270 metros de diâmetro, com um lago na sua abertura, que quando não está congelado é de um azul vívido, devido aos minerais presentes no solo do local. A entrada para ver a cratera é de 400 ISK (em torno de 3€ ou R$13).

As exuberantes cataratas de Gulfoss.

Depois de apreciar a Kerid, fomos até as cataratas de Gulfoss. A vista é deslumbrante no inverno, já que a Gulfoss, que tem mais força do que as cataratas do Niagara, no Canadá, congela parcialmente. A história dessas cataratas é que elas ficavam na propriedade de uma família de fazendeiros, que recebia visitantes de vários países para contemplar as belezas das quedas de água. As filhas do fazendeiro, Sigríður Tómasdóttir e sua irmã, guiavam os visitantes. No início do século 19, investidores miravam construir uma hidroelétrica no lugar, mas o pai das meninas foi relutante e negava-se a vender as terras. Mais tarde, um dos homens mais ricos e poderosos do país conseguiu a propriedade e planejava botar o plano da hidroelétrica em ação, foi aí que Sigríður começou uma luta contra a construção, fazendo caminhadas até Reykjavík, localizada a 120 km de distância dali (!) para defender sua causa. Ela e seu advogado conseguiram anular o contrato de construção da hidroelétrica e hoje ela é pública e patrimônio protegido. É por causa dessa história que você encontra uma escultura do busto de Sigríður no mirante de observação em Gulfoss, com a sua história.

O gêiser Strokkur.

Seguindo nosso roteiro, fomos conferir uma das atrações que estávamos mais curiosos para ver: os gêiseres. Eles estão localizados em um pequeno parque, com inúmeros gêiseres, desde pequenos buracos com água fervente, riachinhos com água em torno de 80 a 100ºC até o gêiser Strokkur, que explode água a cada 10 minutos, aproximadamente. Outro gêiser que você precisa conferir é o Geysir, o primeiro a ser descoberto e o primeiro a receber esse nome.

Em frente aos gêiseres, tem um local com várias opções de restaurantes, de sopas a hambúrgueres, é uma ótima opção para fazer uma parada, ainda mais se você fez como a gente e fez a maioria das refeições no carro.

Caminho entre as fendas das placas tectônicas.

A última parada do dia foi o Thingvellir National Park, um parque que tem diversos pontos legais de visitar. Nós chegamos lá no final do dia, mas deu tempo de ver várias atrações do lugar, como a Öxarárfoss, uma cachoeira que fica entre as placas tectônicas da América e Eurásia, a Flosagjá e a fissura de Almannagjá, que é a fissura entre essas placas tectônicas e a Lögberg, a assembléia mais antiga do mundo. Também aproveitamos a vista do parque a partir do mirante e apreciamos o visual do maior lago da Islândia, o Þingvallavatn. Nele você pode fazer um mergulho entre as placas!

As paredes assinadas no Galaxy Pod Hostel.

Já escuro e cansados dos dias de roadtrip, seguimos para nosso último destino na Islândia: a capital Reykjavík. Lá, a hospedagem foi no Galaxy Pod Hostel, um albergue super estiloso, com as paredes assinadas pelos hóspedes vindo de todos os cantos do mundo, uma sala de estar aconchegante com vista para o mar, um banheiro com uma estrutura bem legal para um hostel, priorizando a privacidade, e quartos coletivos com camas em cápsulas.

Eu sou acostumada a ficar em hostel, mas já sofri com colegas de quarto barulhentos, que acendiam a luz no meio da madrugada ou que roncavam alto. Gostei do método de cápsula, porque você fica em um quarto coletivo, mas você tem toda a privacidade dentro da sua cápsula e, inclusive, os sons são um pouco abafados.

Rua Laugavegur à noite.

Aproveitamos que ainda era cedo e fomos dar uma volta no centro da cidade, na rua Laugavegur, a principal rua comercial de Reykjavík. Escolhemos um local para jantar, entre inúmeras possibilidades, e voltamos para o hotel para descansar para desbravar mais a cidade no nosso último dia de viagem.

Dia 4 – Blue Lagoon e Reykjavík

Tempo de estrada: 1h30min (percurso de Reykjavík até a Blue Lagoon e volta)

Quilômetros percorridos: 94km

Já vou começar falando sobre outra frustração nossa na viagem, eu chamaria até de fiasco. Esquecemos de reservar os nossos ingressos para a Blue Lagoon, fomos até lá, era um domingo, então obviamente não conseguimos entrar, porque estava cheio. Não faça como a gente, entre no site com antecedência e reserve seus tickets!

A arquitetura do Harpa Concert Hall.

Agora vamos ao que realmente fizemos naquele dia. Resolvemos desbravar a cidade logo de manhã, fomos conhecer o Harpa Concert Hall, um local de concertos e eventos com uma arquitetura moderna bem legal (e aproveitamos para comprar ingresso para o show “How to become an icelandic in 60 minutes”, que assistiríamos mais tarde naquele mesmo dia), visitamos a Hallgrímskirkja, a catedral de Reykjavík, que tem a arquitetura toda diferente, inspirada nas formações rochosas e nos vulcões do país.

A igreja Hallgrímskirkja.

Depois de caminhar um pouco pela cidade, fotografar as casas coloridas e almoçar no restaurante vegetariano Gló, resolvemos ir até a Blue Lagoon. Como esse passeio não deu certo, voltamos à Reykjavík e fomos ao museu Perlan, sobre o qual já comentei um pouco lá em cima. O highlights da visita ao Perlan foram aprender um pouco mais sobre como surgiu o país e sobre sua natureza e a apresentação no planetário sobre a Aurora Boreal (em inglês).

Apresentação “Como virar um islandês em 60 minutos”, no Harpa.

Saindo dali fomos tomar um café e comer um cheesecake no Babalu, antes de voltar ao Harpa para assistir a apresentação. Se você estiver em Reykjavík em um dia de apresentação de How to become an icelandic in 60 minutes, vá! O show é uma comédia feita e apresentada por um ator, o Bjarni Haukur Thorsson, que em uma hora ensina como falar, andar e se comportar como um islandês. O curioso é que de uma forma divertida você aprende mais sobre a cultura e os (poucos) habitantes do país.

Antes de voltar para o hostel paramos no Reykjavík Chips, um local com uma vibe de cultura rap e hip hop, que serve batatas fritas com diversas opções de molhos. Apesar de ficar no centro, em uma lateral da Laugavegur, parece bem frequentado por locais.

Volta

Madrugamos no dia do voo de volta, devolvemos o carro na Ice Rental Cars e pegamos o voo às 7:20 de volta para casa.

Quanto custa viajar para a Islândia: os gastos da nossa viagem

Uma das primeiras coisas que li sobre a Islândia é que é um país extremamente caro. Você pode imaginar o porquê quando percebe que no país é difícil de crescer alguma coisa, então a maioria da comida tem que ser importada na ilha.

Então eu entendo que muita gente se interessa em conhecer o país, mas congela quando começa a ler sobre os preços. Por isso vou compartilhar com vocês os gastos da nossa viagem (casal):

Aéreo (de Munique, onde moro, até Reykjavík) – 308 EUR por pessoa

Hospedagem média por dia por pessoa: 30 EUR (128 reais) – notem que fiquei em hostel com banheiro compartilhado em todas as noites.

– 5 diárias de carro compacto – 450 EUR (1.930 reais)  – foi caro porque tínhamos alugado para três dias e quando chegamos lá resolvemos pegar mais duas diárias. O valor mais que dobrou.

Combustível para os 1.335 quilômetros rodados – 140 EUR (600 reais)

– Média de gastos com comida por pessoa por dia – uns 15 EUR (65 reais) -logo que pegamos o carro, paramos no mercado Bonus, um dos mais baratos, para comprarmos mantimentos para os próximos dias de roadtrip. Uma boa dica para quem quer economizar no país, já que é tudo bem caro lá. Compramos pão, humus e queijo e no primeiro hotel preparamos sanduíches para os dias de viagem. Também compramos alguns iogurtes Skyr, tradicionais do país (e deliciosos!). De noite, tínhamos que levar tudo para dentro do hotel, por causa do frio. Esquecemos uma noite no carro e tudo amanheceu congelado.

Quando comíamos fora, escolhíamos coisas mais baratas como sopas ou sanduichinhos. Em Reykjavík resolvemos experimentar outras coisas e fomos em dois restaurantes, nesse caso a média da refeição foi de 3000 ISK / 22 EUR / 95 reais.

O total da viagem ficou em torno de 1.700 EUR (7.300 reais) para 5 noites para duas pessoas. Apesar de toda a economia, caro né?

Sopinha deliciosa no frio da Islândia.

Mesmo com toda a apreensão por visitar um lugar bem diferente do que estou acostumada, a Islândia me surpreendeu demais e me deu vontade de voltar no verão, ver o sol da meia noite, ver vários lugares que devem ser completamente diferentes em outra época do ano. E você, já foi para a Islândia, o que mais surpreendeu no país? Ou o que mais sente vontade de visitar lá?

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