O que fazer em um final de semana na Cidade de Luxemburgo

Oi, pessoal! Hoje eu vou deixar vocês com mais um post da Cris (lembram quando ela escreveu sobre Madrid por aqui?). A Cristiani Eccher mora em Dublin e, assim como a maioria de nós, também ama viajar. Vamos ver por onde ela andou nos últimos tempos?

O post de hoje é dedicado à Cidade de Luxemburgo, onde eu me senti em um verdadeiro conto de fadas com sua atmosfera medieval, suas ruas charmosas e floridas. Como o país é limitado pela Alemanha, Bélgica e França, e mesmo com toda a perda de território registrada em sua história, é possível observar a influência multicultural desde a culinária até a arquitetura em todos os cantos da cidade.

A primeira surpresa foi saber que, além de possuir três idiomas oficiais: o Luxemburguês (declarado oficial recentemente em 1985), o Francês e o Alemão, o Inglês também é amplamente aceito, seguido pelo Português e Italiano. Como comunicação não foi uma barreira, comparado a outros lugares que já viajei, eu me senti em casa!

Combinado a isso, a cidade é tão única que as suas Fortificações e parte antiga da Cidade de Luxemburgo foram reconhecidas pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade em 1994.

Os pontos turísticos referenciados aqui serão mantidos em Francês e os pratos típicos em Alemão para manter as línguas oficiais de Luxemburgo. 

Então pronto! Bora comigo e Amusez-vous bien! (Divirtam-se!)

Chegando ao aeroporto existem linhas de ônibus até o centro da cidade e muitas opções de mobilidade interna, bicicletas e trams, inclusive com linhas sendo ampliadas. Mas eu preferi a minha caminhada gostosa apreciando tudo o que poderia ser absorvido pelos meus sentidos.

Detalhes da minha caminhada do aeroporto ao centro da Cidade de Luxemburgo. Foto: Cristiani Eccher.
Cantinhos charmosos que encontrei pelo caminho. Foto: Cristiani Eccher.

A impressão que a cidade é pequena e tudo poder ser feito em dois dias é uma ilusão, pois depende muito de quanto tempo se tem e quais as experiências que cada pessoa está disposta a desfrutar. Eu passei dois dias e meio, mas eu sugiro três dias, pelo menos.

A origem do nome Luxemburgo  

O significado do nome do país e cidade de Luxemburgo é “Pequeno Castelo” ou “Pequena Fortaleza”, tradução da palavra Lucilinburhuc, atribuída ao local pelos romanos. 

Atualmente, o que restou da fortaleza chamada Lucilinburhuc são ruínas, que podem ser observadas ao redor da cidade, mais precisamente na área chamada Casemates du Bock. As ruínas e as estruturas remanescentes formam galerias, que são uma das mais belas atrações turísticas de Luxemburgo. 

A pintura abaixo é do cartografista Joan Blaeu (sim, o mesmo autor do Atlas) datada de 1649. Muito interessante para se ter uma ideia de como era a estrutura da época. 

Luxemburgo por Joan Blaeu, 1649. Fonte: Sanderus Maps.
Vista noturna de Casemates. Foto: Cristiani Eccher.

Arte e Cinema

Filmes como  “O Mercador de Veneza” (2004) e “Moça com brinco de pérola” (2003), embora recriem o cenário de Veneza (Itália) e Delft (Holanda) respectivamente, foram filmados em Luxemburgo.

Opções de museus também não faltam! Boas pedidas são o Musée d’histoire de la Ville de Luxembourg, uma boa escolha para se aprofundar sobre a história da cidade, e o Villa Vauban, o museu de arte da cidade localizado no meio do parque público.

Castelo Vianden 

O Castelo Vianden foi mais do que o cenário cinematográfico para o filme “O Mosqueteiro”, filme baseado na obra do escritor português Alexandre Dumas. O castelo também foi residência de Victor Hugo durante 3 meses e está localizado em Vianden, a 23 km de distância da cidade de Luxemburgo, facinho de chegar por trem. Além disso, também existem opções de tours que saem da Cidade de Luxemburgo direto ao castelo.

Se me permitirem uma pequena comparação: o castelo mais visitado na Alemanha, o Neuschwanstein (o qual recomendo muitíssimo), foi construído pelo rei King Ludwig II no século XIX e o castelo de Edimburgo no século XII. Já o Castelo de Vianden foi erguido entre os séculos XI e XIV. Além de ser muito antigo, é uma das maiores residências feudais da era Romanas e Gótica da Europa, ou seja, tem um valor histórico riquíssimo. 

A visitação ocorre diariamente e maiores informações podem ser obtidas através deste site.

Grund e Atividades Outdoor

Luxemburgo está cercada de parques e áreas naturais que merecem tempo para uma boa caminhada e apreciação da natureza, então não tenha pressa.

O Grund eh uma área belíssima com uma atmosfera de pequena vila. Recomendo andar pelos parques, ruas da redondeza e observar com diferentes perspectivas essa região. Está localizada na parte baixa da cidade e temos uma outra perspectiva olhando de baixo.

Algumas construções, como a Abadia de Neumunster, fazem parte do patrimônio histórico da UNESCO.

A vista maravilhosa de Grund. Foto: Cristiani Eccher.
Vista da Abadia de Neumunster. Foto: Cristiani Eccher.
E esse por do sol? Foto: Cristiani Eccher.

Adolphe Pont e regiao

A imponente ponte Adolphe possui esse nome em homenagem ao Grão-Duque* Adolphe, mas também é conhecida como Nouveau Pont. O lugar é um ponto turístico belíssimo e, ainda ali, encontramos a Place de la Constitution com seus jardins floridos.

*Grão-duque é o termo usado para designar soberanos de estados independentes de territórios pequena dimensão ou “Grão-ducado”. 
Vista da Adolphe Pont a partir da Place de la Constitution. Foto: Cristiani Eccher.
Pont Adolphe e a Place de la Constitution. Foto: Cristiani Eccher.

Como estive por lá em agosto, pude visitar a City Skyliner, uma torre de observação móvel! Ela tem 81 metros e nos permite desfrutar a vista de 360º da cidade. Se você topar com ela em algum lugar, recomendo fazer a visita antes do pôr do sol para ter a visão da cidade anoitecendo. A galeria de fotos e maiores informações sobre cidades, dias e horários podem ser encontradas neste site.

Outro ponto de parada obrigatória da região é o Monument du souvenir, também conhecido como Gëlle Fra e é dedicado aos Luxemburgueses que serviram às forças armadas durante a primeira e segunda guerra mundial. O monumento possui 21 metros de altura e a Deusa da Vitória (Nike) na mitologia grega ao topo.

Ainda na Ville Haute ou vila alta da cidade, estamos perto da Catedral de Notre Dame da Cidade de Luxemburgo (a título de curiosidade, deixo aqui uma lista de todas as “Notre Dames” do mundo).

Notre Dame vista da Pont Adolphe.

Place D’Armes e Place Guillaume II

Aqui cheguei à Place D’Armes, onde acontecem muitas apresentações ao longo do dia. Um lugar imperdível para tomar um sorvete, aquela cervejinha e fazer sua refeição em um dos restaurantes que cercam a praça.  

Place D`Armes na Cidade de Luxemburgo. Foto: Cristiani Eccher.
Place D`Armes na Cidade de Luxemburgo. Foto: Cristiani Eccher.

Bem pertinho está a  Place Guillaume II com a estátua equestre, mas estava com acesso  bem restrito em função das obras no local.

Seguindo adiante temos o Palais grand-ducal, localizado na Rue Du Marché Aux Herbes é a residência do grão-duque de Luxemburgo (Henrique Alberto Gabriel Félix Maria Guilherme). O interior do palácio pode ser visitado durante o verão com visitas guiadas. Infelizmente, fotos não são permitidas durante a visita, mas uma galeria de fotos encontra-se disponível neste site.

Fachada do Palais Grand-Ducal. Foto: Cristiani Eccher.

MUDAM e seu entorno

Musée d’Art Moderne Grand-Duc Jean ou MUDAM abre diariamente exceto às terças-feiras. Está situado em uma fortaleza histórica da cidade de Luxemburgo chamada Fort Thüngen ou Les Trois Glands, que em francês significa As Três Torres. O lugar é bastante agradável durante o verão. Um fator interessante aqui é a semelhança da pirâmide do Museu do Louvre em Paris e a estrutura de vidro do MUDAM que, de fato, foram executadas pelo mesmo arquiteto, Ieoh Ming Pei.

Les Trois Glands ( ali entre as torres, se faz visível a estrutura de vidro que se parece com a pirâmide do Louvre). Foto: Cristiani Eccher.

Onde comer e beber na Cidade de Luxemburgo

A Casa do Chocolate  merece uma visita. O ambiente é aconchegante. No verão, as opções de smoothies são mais restritas, mas esse lugar é mágico para tomar um café gostoso e cair na tentação da gula.

Golden bean coffee experience, Paul e Oberweis estão espalhados por Luxemburgo e possuem excelentes opções de doces e salgados e, claro, um bom café.

Doces maravilhosos pelos cafés da Cidade de Luxemburgo. Foto: Cristiani Eccher.
O interior da Chocolate House. Foto: Cristiani Eccher.

Para experimentar um pouco da culinária local, recomendo o Bouneschlupp, um prato tradicional Luxemburguês que é basicamente uma sopa de batata e temperos.

Sugiro provar o Gromperekichelcher uma espécie de bolinho de batata frito com tempero. Sugiro visitar esse site para ter mais opções.

Provei diferentes cervejas e, além disso, também descobri que Luxemburgo possui sua produção de cidra, a qual pretendo visitar em uma próxima visita ao país (sim, quando gostamos do lugar já começamos a pensar sempre na próxima vez né?) 

Um lugar apaixonante foi o Scott’s Pub com uma vista lindíssima para o rio Alzette e foi lá que provei uma cerveja com suco de banana, a chamada Affenbier (tradução do alemão: cerveja de macaco, haha). 

Outra recomendação é a cerveja frutada de produção luxemburguesa sob a holding Brasserie Nationale também produtora da cerveja Bofferding.

Santé! (Saúde!)

Cerveja frutada da Brasserie Nationale. Foto: Cristiani Eccher.
Outra opção da Brasserie Nationale, a Bofferding. Foto: Cristiani Eccher.

Bem, terminarei por aqui, até porque depois de tanta cerveja não garanto o que será escrito…

Gostaria de fechar este passeio mágico com a frase ou mote da Cidade de Luxemburgo: “Mir wölle bleiwe wat mir sin” que significa “Nós queremos permanecer como nós somos”, referenciando ao fato de serem independentes. Mas seguramente, eu não eu permaneci a mesma depois dessa viagem!

E aí, pessoal, gostaram do relato da Cris? Quem também já tá consultando a agenda para ver quando vai dar para encaixar uma visita à Luxemburgo?

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